
24 de março não é apenas uma data no calendário. É uma ferida aberta na memória da América Latina.
Há 50 anos, a Argentina sofria um golpe de Estado que deu início a uma ditadura marcada por milhares de desaparecidos, famílias destruídas e uma dor que atravessa gerações.
Mas também são 50 anos de luta. De resistência. De memória.
As Mães e Avós da Praça de Maio nos ensinaram algo que vai além da Argentina: que a memória é um ato de justiça. Que o silêncio nunca é uma opção. E que a luta pela verdade não prescreve.
Recordar não é apenas olhar para o passado. É defender o presente.
Porque quando esquecemos, abrimos caminho para que o horror se repita. E quando lembramos, fortalecemos a democracia.
Desde Madrid, como comunidade migrante, reafirmamos nosso compromisso com a memória, a verdade e a justiça.
O que aconteceu na Argentina não foi um caso isolado, faz parte de uma história latino-americana marcada por ditaduras, repressão e violações de direitos humanos. Por isso, nossa solidariedade também é latino-americana!
Hoje dizemos:
Nunca mais ao terrorismo de Estado!
Nunca mais à impunidade!
Nunca mais ao silêncio!
Pelos que já não estão. Pelas famílias que seguem buscando. E pelas novas gerações, que merecem um futuro sem medo.
Memória é resistência!
E a memória segue viva.
(Texto: Renecéya de Mello)
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